Nesta era de hiperconsumo, em que tudo à nossa volta grita para que seja comprado, por vezes temos de desenvolver estratégias para nos defendermos do assédio constante.
Temos que nos defender porque:
- não temos dinheiro para comprar tudo o que nos apetece;
- não temos casa para colocar tudo o que queremos comprar;
- não poder comprar algo que queremos pode trazer ansiedade;
- a Natureza não aguenta mais os excessos do ser humano;
- não são os bens materiais que trazem felicidade.
Mesmo querendo ser o mais social e ambientalmente responsável possível, sou humana e as novidades e a publicidade também acabam por me afectar. Acabo por, sem querer, desejar coisas novas, das quais não tenho – na realidade – necessidade de comprar. Muitas coisas parecem ser mesmo a solução para os meus problemas – para ser mais produtiva no trabalho, para limpar a casa mais facilmente, …
Contudo, a consciência de que a publicidade pode ser enganadora e de que por vezes os problemas estão na nossa cabeça e estamos a complicar, lá me ajuda a pensar duas vezes antes de comprar.
Deste modo, tendo em conta que quero um mundo melhor consumindo menos e, ao mesmo tempo, sou um ser social, adoptei uma estratégia para me defender um pouco da sociedade de consumo e dos sentimentos contraditórios que me pode trazer todo o seu “ruído”. A minha estratégia é simples: longe da vista, longe do coração.
Longe da vista, longe do coração.
Se entrar em livrarias me deixa cheia de vontade de ter mais livros que não vou conseguir ler, embora pareçam um espanto, o melhor é não entrar em livrarias, principalmente quando estão cheias de promoções.
É simples! Não se entra no extremo de fugir a tudo o que nos pode “afectar”, mas evitando estrategicamente alguns locais, alguns tipos de páginas na Internet, ou a publicidade que nos chega pelo correio, por exemplo, acabamos por não sentir falta das coisas, porque nem nos lembramos que elas existem!
No fundo, uma pessoa pode ter auto-controle, mas custa muito mais nos contermos, sendo racionais, do que simplesmente não ver o que há de novo e “brilhante”, e que desperta os nossos sentidos.
Qual é o vosso truque para evitar as compras desnecessárias?