Longe da vista, longe do coração.

Nesta era de hiperconsumo, em que tudo à nossa volta grita para que seja comprado, por vezes temos de desenvolver estratégias para nos defendermos do assédio constante.

Temos que nos defender porque:

  • não temos dinheiro para comprar tudo o que nos apetece;
  • não temos casa para colocar tudo o que queremos comprar;
  • não poder comprar algo que queremos pode trazer ansiedade;
  • a Natureza não aguenta mais os excessos do ser humano;
  • não são os bens materiais que trazem felicidade.

Mesmo querendo ser o mais social e ambientalmente responsável possível, sou humana e as novidades e a publicidade também acabam por me afectar. Acabo por, sem querer, desejar coisas novas, das quais não tenho – na realidade – necessidade de comprar. Muitas coisas parecem ser mesmo a solução para os meus problemas – para ser mais produtiva no trabalho, para limpar a casa mais facilmente, …

Contudo, a consciência de que a publicidade pode ser enganadora e de que por vezes os problemas estão na nossa cabeça e estamos a complicar, lá me ajuda a pensar duas vezes antes de comprar.

Deste modo, tendo em conta que quero um mundo melhor consumindo menos e, ao mesmo tempo, sou um ser social, adoptei uma estratégia para me defender um pouco da sociedade de consumo e dos sentimentos contraditórios que me pode trazer todo o seu “ruído”. A minha estratégia é simples: longe da vista, longe do coração.

Longe da vista, longe do coração.

Longe da vista, longe do coração.

Se entrar em livrarias me deixa cheia de vontade de ter mais livros que não vou conseguir ler, embora pareçam um espanto, o melhor é não entrar em livrarias, principalmente quando estão cheias de promoções.

É simples! Não se entra no extremo de fugir a tudo o que nos pode “afectar”, mas evitando estrategicamente alguns locais, alguns tipos de páginas na Internet, ou a publicidade que nos chega pelo correio, por exemplo, acabamos por não sentir falta das coisas, porque nem nos lembramos que elas existem!

No fundo, uma pessoa pode ter auto-controle, mas custa muito mais nos contermos, sendo racionais, do que simplesmente não ver o que há de novo e “brilhante”, e que desperta os nossos sentidos.

Qual é o vosso truque para evitar as compras desnecessárias?

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4 respostas a Longe da vista, longe do coração.

  1. Cristina diz:

    Olá Salomé,
    posso deixar a minha dica no que respeita ao meu consumo impulsivo mais danoso (mas só para a carteira e espaço na casa) – os livros.

    Há um projecto (basicamente é uma lista) chamado 101 coisas em 1001 dias a que aderei. Um dos itens a que me vinculei foi não comprar mais livros nos próximos 1001 dias ou até ler todos os livros não lidos na minha estante; o que viesse primeiro.

    Limitei a minha auto-proibição a:
    – livros físicos (posso fazer download de livros grátis para o tablet e comprar livros digitais que tenham a ver com um trabalho que estou a fazer – comprei 2).;
    – livros físicos para mim (posso comprar para as minhas sobrinhas ou como presentes)

    E tenho conseguido cumprir. E bem foi difícil perante a promoção de 50% em todas as obras de Saramago. Sabes o que ajudou? Estava a tentar-me com os livros na mão e não tinha certeza se já tinha comprado determinado livro. Surreal.

    Outra dica: trocar livrarias por bibliotecas públicas. 😉

    Um abraço

    • Salomé diz:

      Ah, essa ideia da lista é muito boa, obrigada!

      Eu realmente com os livros tenho um problema, embora esteja a tentar convencer-me de que é uma ideia tonta (o lado racional sabe, o emocional é que é um chato!), que se prende com o facto de que se gosto de um livro, gosto de o ter em casa – mesmo que nunca mais o volte a abrir. É mesmo tonto!

      De qualquer forma, já tenho o cartão das bibliotecas de Lisboa há já uns bons anos, assim como sou super fã do movimento Bookcrossing… e lá vou refreando um pouco as minhas compras.

      Obrigada pelas dicas! 🙂

  2. Sofia diz:

    Concordo com tudo o que disseste, hoje em dia somos constantemente “atacados” por publicidade e marketing. O meu truque é mesmo manter-me afastada das lojas, dentro dos possíveis…
    E os livros são mesmo irresistíveis, passo a vida a repetir para mim própria “Livros novos não! Primeiro lê os que tens!” 🙂

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