Votos de Feliz Ano Novo e um “até breve”

Este mês o blog fez 2 anos.

Infelizmente no dia do seu aniversário não consegui escrever. Esforcei-me para o fazer e mesmo assim não tive possibilidade. Acho que foi um sinal.

Quase todos os dias penso no blog e naquilo que poderia num dado momento estar a escrever. Mas depois a vida mete-se pelo meio e não consigo concretizar.

Tenho imensa pena, mas parece-me que não vale a pena insistir, é melhor deixá-lo e mais tarde, quem sabe, começar um outro.

Neste mês de Dezembro tenho estado a fechar alguns projectos que parecem já ter dado o que tinham a dar ou que precisavam mesmo de um ponto final, para poder “partir para outra”.

Com os projectos que “gritavam” por um fim foi fácil, foi um alívio. Com os restantes, custou-me muito tomar consciência da necessidade de os fechar. Estavam muitas horas de trabalho e muitas expectativas envolvidas – ai as malditas expectativas! – e ver que eram na realidade um peso e não algo positivo foi complicado.

O blog foi o projecto que me custou mais a ver que não estava a resultar e que tentar reanimá-lo a cada 6 meses não era solução. O sentimento de culpa por não estar a escrever estava a apoderar-se de mim e outros possíveis projectos ficavam para trás, sem sequer serem iniciados, à conta deste peso morto.

Como tal, hoje finalmente ponho um ponto final no blog. Com o ano novo outras ideias virão e, com a leveza de uma mulher livre, voarei com elas para outros destinos.

Agradeço o carinho das pessoas que leram os meus posts e que acreditaram em mim. Agradeço do fundo do coração.

Desejo a todas e a todos um excelente ano novo, cheio de coisas boas e saúde! Que este mundo encontre a paz e que todos os seres vivos possam viver em liberdade!

Se quiserem ficar a par do meu próximo projecto, por favor mandem-me um e-mail para wise_up [at] ymail.com, que terei muito gosto em partilhar os meus próximos voos.

Hoje será, sem dúvida, o primeiro dia do resto da minha vida.

🙂

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O compromisso

Uma vida mais ambiental e socialmente responsável só é possível com compromisso. O compromisso é algo que nos motiva a agir e que não nos faz desistir nas horas mais difíceis. Não é uma obrigação, é algo a que estamos verdadeiramente ligados e, por isso, agimos de acordo e nos comprometemos.

O compromisso traz-nos coisas e sensações boas, que suplantam os problemas que o próprio compromisso nos pode trazer.

Eu comprometi-me comigo mesma e com o mundo, de que iria todos os dias tentar consumir e viver da melhor forma possível, em relação ao ambiente e às outras pessoas. Não é fácil, é um processo constante de aprendizagem e de ganho de novos hábitos, onde tenho de lutar contra preconceitos (meus e de outras pessoas). Mas vale a pena, vale mesmo a pena! Não consigo fazer ou viver de outra forma, só assim me sinto bem comigo mesma.

O video partilhado em baixo explica muito bem de que forma o compromisso molda as nossas vidas (em inglês).

Que grandes compromissos assumiram nas vossas vidas e que vos fazem felizes?

 

 

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Reutilizar papel

Nas minhas limpezas de Verão tenho conseguido me desfazer de algumas coisas que não estão a fazer nada em casa. Ainda não consigo ser minimalista, mas tenho me esforçado e tenho encontrado quem dá mais valor, ou precisa mesmo, daquilo que tenho a mais.

Não me consigo desfazer das coisas simplesmente para o lixo, mesmo que o caminho seja a reciclagem. Os recursos que foram gastos com elas não podem ser assim desperdiçados. A reutilização vem sempre antes da reciclagem, pois esta ultima também tem gastos de energia e outros recursos.

Por isso é que guardo tudo quanto é frasco que me aparece à frente! A sua reutilização é fundamental para a poupança de recursos, embora o vidro até seja facilmente reciclado. Ter encontrado pessoas que produzem mel a quem dar os frascos que tinha cá em casa foi excelente. Usar frascos para guardar comida, em vez de comprar caixas de plástico, também tem sido uma boa opção, por exemplo.

Com os frascos as formas de reutilização são bastante óbvias, na maioria dos casos. Agora, com o papel… com o papel já é mais difícil de encontrar alternativas. E entra sempre tanto papel em nossas casas!

Reutilização de papel. Imagem retirada daqui.

Reutilização de papel. Imagem retirada daqui.

Felizmente existe gente criativa espalhada pelo mundo, que foi descobrindo o que fazer com papel usado e, com a ajuda do Google Images ou do Pinterest, podemos facilmente obter ideias para o que fazer ao papel que nos rodeia.

Mas vamos começar pelo básico! Tudo o que sejam folhas, papeis e papelinhos escritos apenas de um lado, servem como papel de rascunho para tirar notas, imprimir documentos, fazer listas de compras… e tudo o mais que se precisar. Podem-se prender vários recibos com uma mola e usá-los como se fosse um pequeno bloco de notas, por exemplo.

Quando uma folha A4 ou A5 está escrita dos dois lados, mas tem algumas partes em branco, costumo cortar (de forma grosseira) essas partes e juntar aos meus pseudo blocos de notas de recibos.

Revistas lidas, assim como os livros que já não queremos, podem sempre ser doados a bibliotecas, ao cabeleireiro da esquina, no Freecycle, ou vendidas em feiras de usados ou em páginas da Internet próprias para o efeito… Os jornais e folhas de revista podem ser usados para embrulhar presentes.

Quem não tiver tempo, paciência ou jeito para ir mais longe, com estas pequenas acções já estará a poupar bastante papel (ou seja, a poupar recursos naturais!). É até preferível usar papel de rascunho para fazer uma lista de compras, do que usar o telemóvel, pois este irá consumir energia.

Mas para quem gosta de trabalhos manuais, mesmo que simples, há todo um mundo de possibilidades! Tenho guardadas algumas revistas lidas para experimentar fazer envelopes. É uma das ideias que tenho em mente e parece ser muito fácil de se fazer.

Espreitem estes exemplos:

Outros exemplos de reutilização de papel:

Com um bocadinho de paciência, farei alguma coisa básica, mas gira certamente, que ideias não faltam!😉

O que costumam fazer ao papel que vos chega às mãos?

 

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Longe da vista, longe do coração.

Nesta era de hiperconsumo, em que tudo à nossa volta grita para que seja comprado, por vezes temos de desenvolver estratégias para nos defendermos do assédio constante.

Temos que nos defender porque:

  • não temos dinheiro para comprar tudo o que nos apetece;
  • não temos casa para colocar tudo o que queremos comprar;
  • não poder comprar algo que queremos pode trazer ansiedade;
  • a Natureza não aguenta mais os excessos do ser humano;
  • não são os bens materiais que trazem felicidade.

Mesmo querendo ser o mais social e ambientalmente responsável possível, sou humana e as novidades e a publicidade também acabam por me afectar. Acabo por, sem querer, desejar coisas novas, das quais não tenho – na realidade – necessidade de comprar. Muitas coisas parecem ser mesmo a solução para os meus problemas – para ser mais produtiva no trabalho, para limpar a casa mais facilmente, …

Contudo, a consciência de que a publicidade pode ser enganadora e de que por vezes os problemas estão na nossa cabeça e estamos a complicar, lá me ajuda a pensar duas vezes antes de comprar.

Deste modo, tendo em conta que quero um mundo melhor consumindo menos e, ao mesmo tempo, sou um ser social, adoptei uma estratégia para me defender um pouco da sociedade de consumo e dos sentimentos contraditórios que me pode trazer todo o seu “ruído”. A minha estratégia é simples: longe da vista, longe do coração.

Longe da vista, longe do coração.

Longe da vista, longe do coração.

Se entrar em livrarias me deixa cheia de vontade de ter mais livros que não vou conseguir ler, embora pareçam um espanto, o melhor é não entrar em livrarias, principalmente quando estão cheias de promoções.

É simples! Não se entra no extremo de fugir a tudo o que nos pode “afectar”, mas evitando estrategicamente alguns locais, alguns tipos de páginas na Internet, ou a publicidade que nos chega pelo correio, por exemplo, acabamos por não sentir falta das coisas, porque nem nos lembramos que elas existem!

No fundo, uma pessoa pode ter auto-controle, mas custa muito mais nos contermos, sendo racionais, do que simplesmente não ver o que há de novo e “brilhante”, e que desperta os nossos sentidos.

Qual é o vosso truque para evitar as compras desnecessárias?

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Ajudando uma abelha

Aqui há uns dias atrás encontrei um abelhão no chão, muito quietinho, numa zona com várias flores e onde, felizmente, costumam andar várias abelhas e abelhinhas.

Dado que estava muito calor e o abelhão estava muito quieto, achei que podia experimentar algo que tinha visto na Internet, para o ajudar. Tenho imenso medo de abelhas e outras que tais, mas como o bichinho devia de estar muito cansado, achei que podia arriscar.

Comigo tinha o meu amigo Miguel Cordeiro, do projecto social Empreendedor.com, que tem uma paciência “de santo” para as minhas ideias, e que se prontificou logo a ajudar-me.

Receita de bebida energética para abelhas.

Receita de bebida energética para abelhas.

Segundo o que tinha lido há uns tempos, quando encontramos uma abelha muito quietinha, não quer dizer que esteja morta ou a morrer. Provavelmente está só exausta devido ao seu árduo trabalho. Como tal, devemos misturar duas colheres de sopa de açúcar branco com uma de água e dar-lhes. Tinha visto que com uma colher facilmente lhes conseguiríamos fornecer esta bebida energética e queria mesmo experimentar.

Assim, eu e o Miguel lá conseguimos encontrar uma colher e um pacotinho de açúcar para proceder à mistura com água. Não foi possível usar as doses recomendadas, mas alguma coisa deve ter saído bem, pois o abelhãozito lá se chegou à frente e bebeu (pareceu-me, pelo menos!) o líquido doce.

O abelhão decide subir para cima da colher.

O abelhão decide subir para cima da colher.

O abelhão decidiu depois subir para cima da colher e simplesmente ali ficar. Portanto, deixámos a colher a um cantinho e fomos embora. Quando voltámos, passados uns 20 minutos, ele ainda lá estava… mas ao fim da tarde já não.

À hora do almoço decidi fazer um bebedouro para abelhas. Ainda não vi lá nenhuma, não sei se resultou, mas também não consegui ter os materiais indicados aqui. Usei um prato para vasos, de plástico castanho, e algumas pedras… como tenho esperança que algum tipo de bicho vá lá beber água, vou pondo alguma nos dias mais quentes. Deixei o bebedouro improvisado na zona onde o abelhão tinha estado, pois já numa outra vez lá tinha visto um. Achei que devia ser uma sombra concorrida, por assim dizer.

Quis ajudar o abelhão não só porque é um ser vivo – merecendo por si só ser ajudado , mas também porque as abelhas estão a morrer por todo o mundo e o seu desaparecimento vai ser uma catástrofe. Deixar de ter estes polinizadores tão importantes vai significar o desaparecimento de muitas espécies vegetais e entrarmos numa fase de muita fome no mundo – para humanos e não humanos. É assustador!

Deixo-vos alguns links, caso queiram saber mais sobre o assunto:

Já sabiam que as abelhas estão a desaparecer? O que é que acham que podem fazer para as ajudar?

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Consumo digital “verde”

A nossa vida está cada vez mais digital. Não só todo o tipo de dados pessoais se encontra em formato electrónico, sem que possamos evitá-lo, como cada vez mais dependemos do mundo digital para armazenar os nossos documentos, e-mails, contactos, ideias, desenhos, fotografias, pensamentos, opiniões…

Contudo, em vez de mantermos o disco do nosso computador cheio (alguém ainda faz download dos seus e-mails?), confiamos em grandes servidores alheios para fazer o armazenamento, para que depois possamos aceder às nossas coisas a partir de “qualquer ecrã”, dependendo cada vez mais da Internet e de terceiros.

Nesta sociedade de hiperconsumo e do imediatismo temos de ter tudo sempre “à mão”, num instante. Ao mesmo tempo, podemos armazenar tudo o que quisermos, infinitamente, para o caso de “ser necessário no futuro”, ou simplesmente por preguiça/falta de tempo/falta de método para seleccionar o que realmente precisa de ser guardado. À conta deste sistema, consegui encher uma conta de Gmail… coisa que pensei que não fosse possível.

Seja nos nossos próprios dispositivos ou nas “nuvens” espalhadas pela Internet, ter muitos ficheiros acumulados faz mal:

  • à nossa saúde, tal como quando se enche a casa de tralhas, pois atrai a nossa atenção e tempo, fazendo-nos perder dinheiro e energia;
  • ao ambiente, nomeadamente porque se gasta muita energia para manter os servidores a trabalhar.

Do mesmo modo, as redes sociais e a navegação na Internet em geral trazem problemas equivalentes às pessoas e ao mundo.

Para tentar colmatar alguns destes desafios, a Greenpeace lançou uma campanha para pressionar as grandes empresas a usarem energias alternativas nos seus serviços. Algumas, como a Apple, o Facebook ou a Google, já se comprometeram a mudar para este tipo de energia, estando a Google a liderar esta mudança através da compra de muitas centrais de energia renovável. As empresas mais poluidoras são o Facebook e a Apple. Vejam o video para compreenderem melhor esta questão:

Portanto, podemos:

  • aderir a campanhas como a da Greenpeace, por forma a pressionarmos as grandes empresas a serem mais “verdes”;
  • “destralhar” os nossos computadores, telemóveis, contas de e-mail e outras tantas “nuvens” que usemos (Dropbox, por exemplo), por forma a que seja necessária menos memória, menos servidores, menos dispositivos e energia para guardar as nossas coisas – e para que a nossa sanidade mental se mantenha;
  • usar mais sistemas que não dependam da Internet ( e de electricidade), nomeadamente papel e caneta.

Deixo-vos ainda dois artigos com ideias para ajudar a “destralhar” o nosso mundo digital:

O que acham? Costumam, por exemplo, apagar a maioria dos e-mails que recebem?

 

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Os remendos estão na moda

Hoje estive a coser e a fazer remendos numa série de roupa que andava a precisar. Não sei bem porquê, mas hoje em dia parece que tudo se descose mais facilmente… ou melhor, até sei: a forma industrial e rápida com que tudo é feito, deixa muito a desejar em termos de qualidade.

Não sei como faço, mas o que se descose mais comigo são as cuecas! Cuecas novas depressa se começam a desfazer de lado… até mete nervos! Como não costumo comprar propriamente das caras, por vezes dá vontade de ir comprar mais, em vez de as coser… mas resisto sempre à tentação do facilitismo. O facilitismo, neste caso, implica o gasto de inúmeros recursos naturais e apenas compensa o nosso bem-estar a curto prazo.

Ilustração de Sarah Lazarovic (http://longliveirony.com/).

Ilustração de Sarah Lazarovic.

Esta questão faz-me lembrar que devemos comprar pouca roupa, mas de boa qualidade, para que dure muito tempo. Como de uma forma geral cuido da minha roupa, até mesmo as cuecas baratas me duram anos! No fim da sua vida acabam como trapos para a limpeza, durando ainda mais uns anitos…

Agora, pensando na roupa de levar à rua, muito pior do que se descoser é quando se rasga ou se faz algum tipo de buraco (como costuma o meu rapaz fazer com a cinza do tabaco, nas camisas e t-shirts).

Até agora, a roupa do meu mais que tudo tem simplesmente ficado com os buraquinhos queimados… à excepção de uma camisa, em que o buraco era grandinho e acabei por retirar a marca de um lado e coser por cima do furo. Até que ficou jeitoso…

Mas, principalmente com crianças que esfolam joelhos, pode-se remendar a roupa de uma maneira divertida, fazendo com que dure mais que uma semana, ou alterar algo usado, para parecer novo.

Vejam os exemplos de aplicações e remendos de todos os tipos, que encontrei num blog em russo, aqui. Com um bocadinho de tempo e paciência, podem se fazer coisas mesmo giras, tanto para miúdos, como para graúdos! Vejam bem o exemplo da foto abaixo, não está um mimo? Nesta outra página podemos encontrar tutoriais com diferentes técnicas para passajar/remendar roupa.

Costumam coser a roupa que se estraga? 

Imagem retirada daqui.

Imagem retirada daqui.

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Passar a ferro

Passar a ferroHá três anos que não passo roupa a ferro! Nem eu, nem o meu companheiro, nem qualquer outra pessoa a quem pague ou me faça o favor! Se fosse só eu, não estaria aqui a contar a história, pois alguém estaria a ter o trabalho de qualquer forma. Mas não: a minha roupa e a do meu mais que tudo simplesmente não é passada a ferro!

Sabe tão bem que nem imaginam!

Não passo a ferro a minha roupa porque:

  • gasta muita energia eléctrica;
  • gasta muita energia pessoal;
  • o tempo é um bem precioso;
  • a saúde é um bem ainda mais precioso.

Portanto, passar a ferro é mau para a saúde e para o ambiente! Logo, o melhor mesmo é evitar fazê-lo.

Não se preocupem, que cá em casa ninguém anda maltrapilho/a. Basta seguir alguns truques e “adeus ferro de engomar”!

É fácil:

  • ganhei o hábito de adquirir roupa que logo à partida não se amarrota muito (o linho está proibido de entrar em casa!);
  • ponho a centrifugação da máquina de lavar roupa a 600 ou, no máximo, a 800 rotações por minuto (mais poupança de energia! Fixe!😉 );
  • estendo a roupa da forma mais direitinha possível: as t-shirts e camisolas são presas pela parte das axilas, ou colocadas em cabides, para não ficarem marcas visíveis das molas;
  • ao apanhar a roupa, depois de enxuta, tento esticá-la bem e dobro logo para ficar pronta a ser guardada, em vez de se amontoar “à balda” num alguidar.

São pequenos pormenores, muito simples, que nos poupam muito trabalho.

Como costumam fazer? Conhecem outros truques para que a roupa fique óptima, com menos trabalho e gasto de energia?

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Petições sugeridas

Sou actualmente bastante fã da assinatura de petições (já aqui expliquei porquê).

O que acontece é que tenho visto resultados nesta forma simples de activismo e esforço-me por todas as semanas assinar o máximo de petições que consigo, dentro das temáticas que defendo, claro.

Não venho aqui expor todas as petições que assinei esta semana (já foram mais de 50… embora hajam semanas em que assino menos, tudo depende da minha disponibilidade), mas gostaria de partilhar algumas, para o caso de vos interessarem. Se apenas uma vos chamar a atenção, já fico feliz. O que é importante para umas pessoas, pode não o ser para outras e não se pode recriminar ninguém por isso. Faz parte: o ser humano é assim mesmo e temos que aceitar e respeitar a diferença.

Há toda uma variedade de petições neste mundo: para acções muito localizadas, para situações genéricas, para coisas que nunca nos lembraríamos. É reconfortante ver tanta gente a lutar por algo em que acredita.

Fico sempre muito sentida com situações particulares de pessoas ou outros animais em sofrimento, mas estou igualmente atenta às petições referentes a políticas ambientais, acções contra escravatura humana ou de outros animais, mau comportamento ético-ambiental-social de empresas e governos, entre outras.

As minhas sugestões neste momento são:

Esta petição urge aos Deputados do Parlamento Europeu (Members of the European Parliament – MEPsem inglês) para que votem contra a proposta recentemente aprovada pelo Conselho Europeu para o Ambiente, que permitirá que a empresa Monsanto possa cultivar Organismos Geneticamente Modificados por todo o continente, mesmo que alguns países o tenham proibido dentro das suas fronteiras. Esta é uma forma dos deputados – eleitos por nós – se lembrarem que a maioria dos europeus é contra este tipo de cultura e que eles representam as nossas opiniões.

Esta petição é dirigida à cadeia de fast food McDonald’s, para que acabe com a disparidade de salários entre os trabalhadores “comuns” e os dirigentes, pois enquanto uns são nitidamente explorados, outros recebem “mundos e fundos”.

Embora em muitos países asiáticos esteja proibida a caça do leopardo, este tipo em particular continua a ser caçado, estando em vias de extinção.

Esta empresa pode não operar em Portugal, mas a libertação de gás natural não só é má para as localidades onde ocorre (que, mesmo que longe, devemos sempre tentar proteger!), mas também a médio prazo para o mundo inteiro.

Com abusos constantes dos Direitos Humanos, a FIFA tem de se esforçar mais para acabar com a escravidão moderna neste país, nomeadamente para os trabalhadores envolvidos nas obras para o Mundial de 2022.

Se nos dirigirmos à página principal dos sites que promovem estas petições, vamos encontrar muitas outras, caso queiramos continuar esta acção. É ainda uma boa fonte de informação alternativa, pois estas questões não costumam chegar aos media habituais.

O que acham destas e de outras petições? Já assinaram alguma esta semana?

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Bookcrossing

Neste mundo existem milhares de ideias giras. Nunca paro de me surpreender!

BookcrossingA ideia de que quero falar hoje já tem alguns anos e é uma excelente forma de poupar recursos naturais, ao mesmo tempo que nos dá a possibilidade de termos muitos livros a passarem pelas nossas mãos, mesmo que temporariamente.

O site BookCrossing.com é uma biblioteca mundial digital, composta pelos livros dos seus membros registados, que pretende unir as pessoas através dos livros e da leitura. Portugal está no grupo dos 10 países com mais usuários. Interessante, não?

Através deste site, não só as pessoas podem dar, trocar ou emprestar livros entre si, como podem libertar no mundo os seus livros e ver para onde vão e quem os vai ler em seguida.

Cada livro é registado individualmente, recebendo uma BCID (identificação BookCrossing), um número que é seu para sempre. É através deste número que podemos seguir o percurso que um livro percorre.

Uma das coisas mais giras que se podem fazer é libertar um livro. Registamos um determinado livro, indicamos na página onde o vamos libertar, e depois vemos se alguém o apanhou, caso o tenha indicado na página. Os livros registados devem conter uma etiqueta própria que informa as pessoas de que aquele livro não está perdido e que pertence a uma comunidade. Esta etiqueta indica como se chega à página e como se usa o BCID para informar que temos nós agora aquele livro nas mãos. Depois de o lermos, é hora de o libertarmos outra vez!

Quando queremos apenas emprestar o livro, fazemos igualmente o registo e quando alguém nos pede emprestado encontramo-nos com essa pessoa ou enviamos por correio… e confiamos que nos devolva. Podemos sempre usar esta estratégia para controlar também a que amigos emprestámos os nossos livros.

Dos livros que libertei nunca obtive feedback… não foram muitos, mas tenho de admitir que fiquei um pouco triste. Em relação a empréstimos nunca tive qualquer problema.

Nos últimos anos não tenho usado a página, mas há uns 9 anos atrás fui muito activa. O grupo português era um espanto, mas realmente não sei como estão as coisas hoje em dia. Na altura, haviam encontros para falar e trocar livros, algumas pessoas faziam etiquetas muito giras e artísticas que partilhavam com os “não tão artistas”…

Na altura cheguei a fazer parte de algumas correntes de leitores: havia uma lista com uma série de pessoas interessadas num determinado livro e depois o livro circulava por todas elas. A pessoa que o tinha em mãos contactava por mensagem privada a pessoa seguinte e assim por diante, até o livro chegar à origem de novo. Eu nessa época usava uma modalidade dos CTT em que o preço era mais baixo para o envio de livros, desde que o pacote não levasse absolutamente mais nada para além do livro. Resultava bastante bem e penso que esta modalidade ainda existe.

Em relação às etiquetas, existe uma standard que pode ser retirada do site, gratuitamente, e depois impressa e existem outras que podem ser compradas. Pode-se ainda ajudar financeiramente o site e obter deste modo algumas regalias extra. Quem ajuda a página desta forma fica com umas asas junto ao seu nome, como símbolo. Esta ajuda pode ser dada em forma de compra na loja do site, que contém outras coisas giras também.

Agora que vão chegar as limpezas de verão, vou aproveitar para reduzir a quantidade de livros que tenho em casa e usar esta página para me ajudar.

Já conheciam esta página? Já colaboraram alguma vez?

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