Consumo digital “verde”

A nossa vida está cada vez mais digital. Não só todo o tipo de dados pessoais se encontra em formato electrónico, sem que possamos evitá-lo, como cada vez mais dependemos do mundo digital para armazenar os nossos documentos, e-mails, contactos, ideias, desenhos, fotografias, pensamentos, opiniões…

Contudo, em vez de mantermos o disco do nosso computador cheio (alguém ainda faz download dos seus e-mails?), confiamos em grandes servidores alheios para fazer o armazenamento, para que depois possamos aceder às nossas coisas a partir de “qualquer ecrã”, dependendo cada vez mais da Internet e de terceiros.

Nesta sociedade de hiperconsumo e do imediatismo temos de ter tudo sempre “à mão”, num instante. Ao mesmo tempo, podemos armazenar tudo o que quisermos, infinitamente, para o caso de “ser necessário no futuro”, ou simplesmente por preguiça/falta de tempo/falta de método para seleccionar o que realmente precisa de ser guardado. À conta deste sistema, consegui encher uma conta de Gmail… coisa que pensei que não fosse possível.

Seja nos nossos próprios dispositivos ou nas “nuvens” espalhadas pela Internet, ter muitos ficheiros acumulados faz mal:

  • à nossa saúde, tal como quando se enche a casa de tralhas, pois atrai a nossa atenção e tempo, fazendo-nos perder dinheiro e energia;
  • ao ambiente, nomeadamente porque se gasta muita energia para manter os servidores a trabalhar.

Do mesmo modo, as redes sociais e a navegação na Internet em geral trazem problemas equivalentes às pessoas e ao mundo.

Para tentar colmatar alguns destes desafios, a Greenpeace lançou uma campanha para pressionar as grandes empresas a usarem energias alternativas nos seus serviços. Algumas, como a Apple, o Facebook ou a Google, já se comprometeram a mudar para este tipo de energia, estando a Google a liderar esta mudança através da compra de muitas centrais de energia renovável. As empresas mais poluidoras são o Facebook e a Apple. Vejam o video para compreenderem melhor esta questão:

Portanto, podemos:

  • aderir a campanhas como a da Greenpeace, por forma a pressionarmos as grandes empresas a serem mais “verdes”;
  • “destralhar” os nossos computadores, telemóveis, contas de e-mail e outras tantas “nuvens” que usemos (Dropbox, por exemplo), por forma a que seja necessária menos memória, menos servidores, menos dispositivos e energia para guardar as nossas coisas – e para que a nossa sanidade mental se mantenha;
  • usar mais sistemas que não dependam da Internet ( e de electricidade), nomeadamente papel e caneta.

Deixo-vos ainda dois artigos com ideias para ajudar a “destralhar” o nosso mundo digital:

O que acham? Costumam, por exemplo, apagar a maioria dos e-mails que recebem?

 

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2 respostas a Consumo digital “verde”

  1. O vídeo está bastante esclarecedor e bem feito. Ainda bem que começa a surgir divulgação deste tipo de problema!

    • Salomé diz:

      Uma pessoa nem consegue ter noção do quanto está a poluir por usar a Internet… e esta é um meio tão bom de divulgação e conhecimento, que é uma pena estar a fazer tantos estragos. Vamos fazer pressão sobre as grandes empresas, para que as coisas melhorem 🙂

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